quinta-feira, 31 de maio de 2012

alguma ausência


Ausência, prepara  algo
no espaço vazio
e não se vê

Ausência  escapa  
de todos os grilhões
e por longo tempo, inexiste.

Alguma ausência busca
apagar erros e nos  recantos
 do abstrato se esconde.

Ausência que se afasta
Fugindo,n o agora
Há algo que lhe apavora
-a presença- máscara temida
Do copioso pranto...
Ou seria
Ausência, máscara fingida
do obscuro encanto?
  

segunda-feira, 21 de maio de 2012

 Lima: é pra lá que eu vou


      Descobri Lima através das redes sociais. Fui alçada  num voo virtual, por algum seguidor, como dizem na linguagem blogueira.
      É fascinante saber , melhor dizendo, viver numa época onde a tecnologia  bate todos os limites   da minha compreensão, me vejo zonza, tentando sorver, pelo menos, um uma gota dágua oferecida, e permanecer  a vau neste mar de informação, que me chega todos os dia às mãos .
     Hoje  é Lima quem ocupa o epicentro da minha vontade  em compreender o pouco deste vasto mundo. Corro a pesquisa me deparo com uma cidade surpreendentemente  linda, moderna, que se debruça ornando,  como uma pérola,  a costa oeste do Oceano Pacífico  
     A floresta Amazônica, a Bacia Amazônica, seus rios e veios, afluentes e igarapés, estão a nos separar e mesmo assim alguém me lê em Lima.
       Meus olhos buscaram um lugar para ficar e o Porto de Calhais   atravessou o caminho e  segurou olhar de busca. Ali quis o vento  me presentear, batendo de leve no  rosto,com o  gosto da maresia tão desconhecida, desse mar, tão pacífica -mente  desconhecido, que me trouxe  à Lima  capital do Peru tão vizinhamente  irmão do meu  Brasil!
. Finalmente cheguei ao meu destino,Lima, uma grande cidade, fervilhante,onde tudo acontece.Vi a Catedral de San Martim, Igreja de Santo Domingo e toda a bela arquitetura hispano-americana. Analisando cada arabesco, me senti pequenina diante de séculos de história.  
    Cruzei a Praça San Martim. Passos demorados, olhos de espanto.                                                        Sentei-me num banco. Confundi os meus passos  aos passantes do lugar e por instantes quem sabe, fui um deles à sombra de Bolivar .Ouvi a voz inconfundível do  coral dos monges franciscanos, quando passei pelos corredores silenciosos  do Convento de São Francisco. Orei !
     Entendi perfeitamente a essência que emana da aura desta cidade,sei que permanecerá  no meu encanto guardada, e,me perdoem se não pude traduzir o que sinto.
    Agradeço toda esta miragem  fantasiosa   à alguem que me lê em Lima.









sábado, 5 de maio de 2012

Joguei meu caderno,
Cor de abóbora,
às borboletas.
Elas seguraram
por  instantes,
bando de letras,
que se desfaziam...
E me devolveram
um canção suave, 
que falava
De sonhos tangíveis

terça-feira, 1 de maio de 2012




quero saber
muito mais
dessa loucura
que me consome..
se atenho
não a leve de mim agora...
Sei, o tempo enlouquecido
nutre em
paradoxo,

                                 a lucidez

segunda-feira, 23 de abril de 2012


Vida ...


Preciso te escrever  um verso
no diário do tempo.
Um poema que caiba
no azul de qualquer horizonte
e não sobre desgosto,
pois não cabe nessa poesia
 rimas  banais ,tais como:
dor e desamor, 
medo e degredo,
emoção e danação.

Quero tudo muito claro 
nessa rima, sem métrica,
iluminando a leveza
do que  me arrasta ou me domina...  
Preciso apenas abrir os olhos
da chama que me leva,
preciso alcançar
o momento que se afasta,
preciso reter na mão
águas que correm
 rios de ternura,
preciso  da palavra e da cor
para em  tua estrutura,
escrever um  poema  transgressor,
que não fira  as regras do jogo,
só, arrepie  ao passar a brisa...
Não dê trelas à tempestade
e, se dissipe logo

quarta-feira, 4 de abril de 2012

viver
é ancorar
o barco
num cais
fincado em mil águas,
não ver
quem provoca o embalo,
não sentir
quem solta
ou amarra as âncoras
e docemente
envelhecer...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

releituras

                  Releituras
Fui ferro,
fui aço,
fui rocha.
Hoje, pedra-sabão
que se modela
na espessa lâmina de espuma
e no vaivém das marés...
e assim, deixando
 minhas pegadas,
as mais profundas,
na areia e, ao vento, os delírios.

De repente no céu uma janela